Após intensas negociações, um grupo de doze brasileiros que participavam de comitivas oficiais em Tel Aviv, em Israel, começou a retornar ao Brasil. A operação, articulada com apoio direto do governo de Israel, contou com a atuação decisiva do senador Carlos Viana (Podemos-MG), presidente do Grupo Parlamentar Brasil-Israel, que vem se destacando como principal liderança política brasileira nas tratativas de repatriação,
O grupo resgatado era composto por prefeitos, secretários municipais e parlamentares que participavam de um evento sobre segurança pública em solo israelense. De acordo com o senador Viana, nove dessas autoridades cruzaram a fronteira até a Arábia Saudita e embarcaram em um jato particular com destino a João Pessoa. Os outros três seguiram por terra até Amã, capital da Jordânia, de onde voaram para o Brasil.
Ainda permanecem em Israel ao menos 28 brasileiros, incluindo autoridades públicas e representantes da comunidade LGBTQIAPN+, também convidados para compromissos oficiais em Tel Aviv. Segundo Carlos Viana, os esforços de retirada continuam e serão realizados em pequenos grupos, conforme a disponibilidade de voos e a articulação com os governos locais.
O senador mineiro foi categórico ao apontar que a atual postura do governo federal tem dificultado as operações. “A posição política adotada pelo Brasil é vista como hostil pelo governo israelense, o que tem limitado a atuação do Itamaraty nas negociações”, afirmou Viana. Para ele, a neutralidade do governo brasileiro em relação ao conflito no Oriente Médio compromete não apenas a diplomacia, mas também coloca em risco a segurança dos brasileiros que tentam deixar a zona de guerra.
A operação de retirada tem contado com apoio direto do embaixador israelense no Brasil, Daniel Zonshine, que atuou na liberação das primeiras comitivas. Além disso, o próprio governo israelense garantiu, segundo Viana, escolta armada pelas Forças de Defesa de Israel para garantir a segurança dos brasileiros no trajeto até a fronteira com a Jordânia.
Em nota pública divulgada no último sábado (14), o Grupo Parlamentar Brasil-Israel expressou indignação com a postura do governo brasileiro diante do ataque promovido pelo Irã contra o território israelense. “Mais uma vez, o Brasil escolhe se alinhar aos que disseminam o terror, em vez de se posicionar firmemente ao lado das nações livres e democráticas”, afirmou o texto, assinado por Carlos Viana.
A nota também alerta que esse posicionamento político pode agravar ainda mais a situação dos brasileiros retidos. “A postura do governo brasileiro prejudica e atrasa as negociações para a retirada das comitivas que estão em solo israelense”, finalizou o senador.





