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CPMI do INSS inicia 2026 com trabalhos intensos 

Após a pausa para o recesso de fim de ano, a CPMI do INSS iniciou 2026 com trabalhos intensos. A CPMI retornou no dia 05 de fevereiro com depoimento do presidente do INSS, Gilberto Waller Júnior. Já no dia 09 de fevereiro os depoimentos de Paulo Camisotti, um dos operadores do esquema de fraude na previdência, e do deputado estadual Edson Araújo foram cancelados devido à habeas corpus concedido a eles. No entanto, mesmo durante o recesso, a Polícia Federal realizou operações em conjunto com a CPMI em novas etapas da Operação Sem Desconto. Daniel Vorcaro, presidente do Banco Master e um dos grandes operadores da fraude no INSS, também foi convocado a comparecer à CPMI, mas o STF retirou a obrigatoriedade da presença dele. O senador Carlos Viana (MG), presidente da CPMI, determinou que irá recorrer da decisão do STF sobre a não ida de Vorcaro à CPMI. “A decisão “interfere e atrasa as investigações”, afirmou. Ele acrescentou que, se o Supremo reverter o entendimento, o empresário será obrigado a comparecer. “Não é porque ele é banqueiro que receberá benefício. O empresário não terá privilégio na comissão. Vou defender que compareça presencialmente para prestar esclarecimentos”, declarou Viana. Carlos Viana

CPMI DO INSS encerra os trabalhos em 2025

CPMI do INSS encerra ano com balanço positivo e focará em bancos em 2026

O presidente da CPMI do INSS, senador Carlos Viana (Podemos-MG), apresentou um balanço dos quase quatro meses de trabalho da comissão. Neste período, o colegiado aprofundou a investigação sobre o desvio de bilhões de reais de aposentados e pensionistas por meio de descontos indevidos e operações suspeitas de entidades sindicais, envolvendo servidores públicos e operadores.

Ao todo, a CPMI realizou 28 reuniões, recebeu 4,8 mil documentos oficiais, analisou 73 requerimentos, ouviu 26 testemunhas, aprovou 43 quebras de sigilo, identificou 108 empresas suspeitas e mapeou, até o momento, cerca de R$ 1,2 bilhão em movimentações sem lastro. Houve ainda quatro prisões em flagrante, determinadas durante os depoimentos.

“Se for preciso, darei voz de prisão quantas vezes forem necessárias. Nosso compromisso é com o aposentado, e não com o criminoso”, afirma o líder do Podemos no Senado, Carlos Viana.

O colegiado também identificou dezenas de milhões de reais retirados mensalmente de aposentados e pensionistas. Viana já adiantou que solicitará ao Supremo Tribunal Federal (STF) a suspensão imediata de quase 2 milhões de contratos de empréstimo consignado com indícios de irregularidades.

Segundo o senador, o relator, deputado Alfredo Gaspar, deve apresentar um relatório preliminar no início do próximo ano. A previsão é que os trabalhos sejam retomados em fevereiro, quando, de acordo com Viana, a CPMI entrará em sua fase mais decisiva, dedicada às oitivas de bancos, financeiras e plataformas digitais.

O presidente da CPMI avalia, contudo, que o prazo até março não será suficiente para ouvir testemunhas e convocados e analisar os documentos recebidos. Viana pediu a prorrogação dos trabalhos da comissão para mais 60 dias, o que depende das assinaturas de 171 deputados e de 27 senadores para que seja entregue ao presidente do Senado, Davi Alcolumbre.

“Esta é uma resposta às cobranças que tenho recebido por parte dos parlamentares que fizeram convocações ou convites e que, até o momento, não conseguimos confirmar. Espero que a gente consiga as assinaturas e a aprovação por mais dois meses de trabalho no próximo ano”, explica o senador.

Viana critica manobras de depoentes: “Investigação não será interrompida”

A reunião da CPMI que investiga as fraudes no INSS, prevista para esta segunda-feira (17), foi cancelada. O presidente da comissão, senador Carlos Viana (Podemos-MG), anunciou o cancelamento após a confirmação de que os dois depoentes convocados não compareceriam. Um deles, o empresário Thiago Schettini, foi beneficiado por uma decisão de habeas corpus do Supremo Tribunal Federal, que lhe assegurou o direito de não participar da oitiva. O outro convocado, Jucimar Fonseca da Silva, ex-coordenador-geral de pagamentos e benefícios do INSS, encaminhou um atestado médico alegando incapacidade momentânea para prestar esclarecimentos. O Senado Federal submeteu o atestado de Jucimar à sua junta médica oficial, que concluiu não haver impedimento clínico para o depoimento. “Com base nesse parecer, a CPMI poderá remarcar a oitiva e requerer sua presença novamente”, afirmou o presidente. Viana destacou que o cancelamento não altera o ritmo das investigações. “Nenhuma tentativa de evitar a CPMI vai atrapalhar o trabalho que estamos realizando. Vamos seguir em frente até identificar todos os responsáveis”, reforçou. Jucimar Fonseca é mencionado em investigações da Polícia Federal como responsável por autorizar e operacionalizar os descontos fraudulentos nas folhas de pagamento de aposentados e pensionistas. Já Schettini é investigado por supostamente atuar como intermediário

“Polícia Federal prende núcleo principal da quadrilha que roubou aposentados”, diz Carlos Viana

O presidente da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do INSS, senador Carlos Viana (Podemos-MG), afirmou nesta quinta-feira (13) que a Polícia Federal prendeu o núcleo principal dos desvios que atingiram aposentados e pensionistas em todo o país. A declaração foi feita durante coletiva de imprensa sobre a nova fase da Operação Sem Desconto, deflagrada nesta manhã. Entre os alvos da operação está o ex-presidente do INSS Alessandro Stefanutto, preso preventivamente pela PF. Os agentes também cumpriram mandados de busca e apreensão contra o deputado federal Euclydes Pettersen (Republicanos-MG) e o ex-ministro da Previdência Social José Carlos Oliveira. A ação é resultado de investigações iniciadas após reportagens revelarem um esquema bilionário de descontos fraudulentos em aposentadorias e pensões. De acordo com o senador, todos os investigados vinham sendo monitorados pela Polícia Federal, e as operações desta quinta-feira representam um marco na apuração das fraudes. “A PF prendeu o núcleo principal da quadrilha que tomou de assalto as aposentadorias brasileiras. Muitos dos que estiveram na CPMI sob habeas corpus agora terão de falar a verdade, ainda mais presos”, afirmou Viana. O parlamentar destacou que o dinheiro desviado ainda não foi totalmente localizado, mas há indícios de que parte dos valores foi

CPMI ouve filho de ex-diretor do INSS investigado por fraudes em descontos de aposentados

A CPMI do INSS ouve, nesta quinta-feira (13), às 9h, o advogado Eric Fidelis, filho do ex-diretor de Benefícios e Relacionamento com o Cidadão do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), André Fidelis, investigado por envolvimento em fraudes nos descontos associativos de aposentados e pensionistas. De acordo com o presidente da CPMI, senador Carlos Viana (Podemos-MG), a expectativa é de que o depoente esclareça a relação dele e a do pai com o empresário Antônio Carlos Camilo Antunes, o “Careca do INSS”, apontado como um dos principais articuladores do esquema de repasses a associações suspeitas. Relatórios do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) e da Polícia Federal (PF) indicam que o escritório de advocacia de Eric movimentou mais de R$ 12 milhões desde a fundação, em junho de 2022, enquanto o advogado, em contas pessoais e empresariais, teria movimentado R$ 23,5 milhões entre fevereiro de 2023 e julho de 2025. Parte dessas transações é considerada suspeita e estaria ligada a pagamentos ilícitos que beneficiariam o pai, André Fidelis, durante o período em que ocupava cargo de direção no INSS. Em depoimento anterior à CPMI, o Careca do INSS admitiu ter firmado contratos com empresas ligadas a familiares de servidores

Carlos Viana critica decisão do STF que garantiu silêncio a suspeito de fraudes no INSS

A CPMI do INSS ouviu, na segunda-feira (10), o empresário Igor Dias Delecrode, apontado como uma das peças centrais do esquema de fraudes em descontos indevidos em aposentadorias e pensões. Dirigente da Associação AASAP e sócio de empresas de tecnologia da informação, ele é acusado de desenvolver sistemas usados para falsificar assinaturas e burlar a biometria do INSS, conferindo aparência de legalidade às cobranças feitas contra os beneficiários. Delecrode compareceu amparado por um habeas corpus concedido pelo ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), que garantiu o direito de permanecer em silêncio e de não assinar o compromisso de dizer a verdade. A decisão do STF foi criticada pelo presidente da CPMI, senador Carlos Viana (Podemos-MG). “Tudo que nós já avançamos, tudo que mostramos ao Brasil, toda uma investigação feita de forma transparente e correta, e mais um habeas corpus do STF deixa uma pessoa em silêncio diante do que a população tem o direito de saber”, lamentou o senador. Irritado com a falta de respostas, o relator da comissão, deputado Alfredo Gaspar (União-AL), pediu a apreensão do celular do depoente, o que foi prontamente acatado pelo presidente Viana. Segundo o relator, o empresário seria o “coração tecnológico” do