Postura diplomática do atual governo dificulta negociação com os EUA, afirma senador Carlos Viana

A crescente tensão comercial entre o Brasil e os Estados Unidos reacendeu o debate sobre os rumos da política externa brasileira. A possível imposição de tarifas por parte do governo norte-americano, taxação de 50% nos produtos brasileiros, ameaça diretamente setores da economia brasileira, como a aviação, a indústria química e a exportação de proteína animal. Caso a taxação proposta pelos Estados Unidos se concretize, cerca de 100 mil empregos no Brasil podem ser comprometidos.

A preocupação foi tema central de uma reunião, nesta terça-feira (15), da Comissão de Relações Exteriores do Senado (CRE). O senador Carlos Viana (Podemos-MG) e outros parlamentares alertaram que a atual postura diplomática do governo brasileiro pode dificultar o diálogo com os Estados Unidos para a resolução da crise.

"O Brasil tem relações com o Irã, um país que patrocina todos os atos terroristas no Oriente Médio. Essa geopolítica brasileira, conduzida pelo chanceler Celso Amorim, enfraqueceu a diplomacia brasileira, e isso vai dificultar a nossa negociação para resolver esse problema com os Estados Unidos", declarou Viana.

Como solução, foi proposta pela CRE a criação de um grupo de senadores que deve viajar aos Estados Unidos para abrir um canal direto de diálogo com parlamentares americanos. A missão será tentar reverter a decisão sobre as tarifas e buscar um caminho de equilíbrio entre soberania nacional e preservação dos empregos brasileiros.

“Nosso esforço é preservar a economia e os empregos, mas também manter a altivez e a soberania do país. O Brasil precisa enfrentar isso com coragem, sabedoria e diplomacia”, concluiu o senador Carlos Viana.

Foto: Agência Senado

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