Viana critica manobras de depoentes: “Investigação não será interrompida”

A reunião da CPMI que investiga as fraudes no INSS, prevista para esta segunda-feira (17), foi cancelada. O presidente da comissão, senador Carlos Viana (Podemos-MG), anunciou o cancelamento após a confirmação de que os dois depoentes convocados não compareceriam.

Um deles, o empresário Thiago Schettini, foi beneficiado por uma decisão de habeas corpus do Supremo Tribunal Federal, que lhe assegurou o direito de não participar da oitiva. O outro convocado, Jucimar Fonseca da Silva, ex-coordenador-geral de pagamentos e benefícios do INSS, encaminhou um atestado médico alegando incapacidade momentânea para prestar esclarecimentos.

O Senado Federal submeteu o atestado de Jucimar à sua junta médica oficial, que concluiu não haver impedimento clínico para o depoimento. “Com base nesse parecer, a CPMI poderá remarcar a oitiva e requerer sua presença novamente”, afirmou o presidente.

Viana destacou que o cancelamento não altera o ritmo das investigações. “Nenhuma tentativa de evitar a CPMI vai atrapalhar o trabalho que estamos realizando. Vamos seguir em frente até identificar todos os responsáveis”, reforçou.

Jucimar Fonseca é mencionado em investigações da Polícia Federal como responsável por autorizar e operacionalizar os descontos fraudulentos nas folhas de pagamento de aposentados e pensionistas. Já Schettini é investigado por supostamente atuar como intermediário em parte do esquema e por ter recebido valores de Antonio Carlos Camilo Antunes, o “Careca do INSS”, apontado como um dos articuladores da quadrilha.

Nesta terça-feira (18),a CPMI vai ouvir Cecília Rodrigues Mota, presidente da Associação dos Aposentados e Pensionistas do Brasil (AAPB) e João Carlos Camargo Júnior, Sócio-administrador da Mkt Connection Group LTDA.

Foto: Agência Senado

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