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Falta de investimento em ferrovias que cortam MG e ES pode atrasar votação do marco regulatório do setor

As bancadas de senadores de Minas Gerais e do Espírito Santo acertaram com o presidente do Senado Federal, Rodrigo Pacheco, de não colocar em votação o novo Marco das Ferrovias, até o Governo Federal esclarecer por qual motivo no contrato de renovação da concessão da Ferrovia Centro-Atlântica (FCA) não estão previstos investimentos no corredor Centro-Leste, que sai de Goiás, passa por Minas Gerais e termina no porto de Vitória (ES).

Esta decisão de aguardar uma resposta para votação do Marco das Ferrovias também foi tomada após contatos com a Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais (FIEMG) e com a Federação das Indústrias do Estado do Espírito Santo (FINDES), que reclamam do isolamento dos Estados, perante aos investimentos de quase R$ 14 bilhões previstos na renovação da concessão da FCA.

No contrato de renovação, o corredor ferroviário que sai de São Paulo e vai até o norte do País está sendo priorizado em relação aos investimentos.

Para o senador Carlos Viana (PSD-MG) é preciso encontrar uma solução que atenda o corredor Centro-Leste. “As ferrovias da FCA que cortam o nosso Estado são muito importantes para o agronegócio no Brasil e para o desenvolvimento de toda região. É necessário que elas sejam incluídas no rol dos investimentos”, explica o senador

Viana ressalta que as bancadas de Minas e do Espírito Santo aguardam um esclarecimento. “Acredito que vamos, na conversa, achar soluções para alavancar todo o sistema ferroviário do Brasil e, consequentemente, o de Minas”, conclui.

 O contrato de prorrogação da renovação é previsto por mais 30 anos.